Argumento III

agosto 26, 2008

Reconstrua o argumetno de Russell, expondo claramente as premissas e conclusões (caso houver). 
O problema é, num sentido lato, político: por ser certo que a maioria da humanidade comete falácias, será melhor que se tirem falsas conclusões de premissas verdadeiras ou conclusões verdadeiras de falsas premissas? Uma questão desta natureza é insolúvel. A única solução verdadeira parece ser que aos homens e mulheres comuns devia ensinar-se lógica, para que fossem capazes de evitar a exposição de conclusões que apenas parecem decorrer de certas premissas. Quando se diz, por exemplo, que os franceses são “lógicos”, o que se pretende esclarecer com isso é que, quando aceitam uma premissa, também aceitam tudo o que uma pessoa totalmente destituída de sutileza lógica erroneamente suporia decorrer da premissa. Trata-se de uma qualidade sumamente indesejável de que, em geral, as nações de língua inglesa estão, no passado, mais isentas do que quaisquer outras. Mas há indícios de que, se quiserem permanecer livres a esse respeito, necessitarão de mais filosofia e mais lógica do que tiveram no passado. Antigamente, a lógica era a arte  de estabelecer inferências; converteu-se agora na arte de evitar inferências, visto parecer que as inferências a que nos sentimos naturalmente inclinados a formular, dificilmente jamais serão válidas. Conclui-se, portanto, que a lógica devia ser ensinada nas escolas, com a finalidade de ensinar às pessoasa a não raciocinarem. Pois, se raciocinam, é quase certo que raciocinarão errado (Russell, Sceptical Essays).
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Argumento II

agosto 25, 2008

Reconstrua o argumento de Peirce, expondo claramente as premissas e conclusões (caso houver).
O objeto do raciocínio é descobrir, partindo do exame daquilo que já sabemos, alguma outra coisa que ainda não sabemos. Por conseqüência, o raciocínio é bom, se for de tal modo que dê uma conclusão verdadeira, a partir de premissas verdadeiras e não de outro modo. Assim, a questão de sua validade é puramente uma questão de fato e não de pensamento. Sendo A as premissas e B a conclusão, a questão é se esses fatos estão realmente tão relacionados quanto se A for B. Sendo assim, a inferência é válida; caso contrário, não é. Não se trata, em absoluto, da questão de saber se, quando as premissas são aceitas pelo espírito, sentimos ou não um impulso para aceitar também a conclusão. É certo que, de um modo geral, raciocinamos corretamente por natureza. Mas, isso é um acidente; a conclusão verdadeira continuaria sendo verdadeira, se não tivéssemos qualquer impulso para aceitá-la; e a falsa continuaria sendo falsa, ainda que não fossêmos capazes de resistir à tendência para crer nela (Peirce, The Fixation of Belief)

Argumento I

agosto 22, 2008

Reconstrua o argumento de Kant, expondo claramente as premissas e conclusões (caso houver).

Não é possível conceber alguma coisa no mundo, ou mesmo fora dele, a que se possa chamar boa sem restrições, exceto uma boa vontade. Inteligência, argúcia, discernimento e outros talentos do espírito, seja qual for o nome que se lhes dê, ou a coragem, a resolução e a perseverança, como qualidades do temperamento, são indubitavelmente boas em muitos aspectos; mas esses dons da natureza podem também tornar-se extremamente nocivos se a vontade que vai usá-los e que, portanto, constitui o que se designa por caráter, não for boa. O mesmo ocorre com os dotes de fortuna. Poder, riqueza, honra, até a saúde, bem-estar e contentamento geral com nossa condição, a que se chama felicidade, inspiram o orgulho e, com freqüência, a presunção, se não houver uma boa vontade para corrigir a influência desses males sobre o espírito e, concomitantemente, retificar também todo o princípio de conduta e adaptá-lo à sua finalidade (KANT, Princípios Fundamentais da Metafísica da Moral).

Por que estudar lógica?

agosto 21, 2008

“O estudo da lógica é o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir o raciocínio correto do incorreto. Uma pessoa com conhecimento de lógica tem mais propabilidades de raciocinar corretamente. O estudo da lógica proporcionará ao estudante analisar e identificar métodos incorretos de raciocinar, bem como, técnicas de fácil aplicação para determinar a correção e incorreção de todos os raciocínios, incluindo os próprios” (COPI, I. Introdução à Filosofia, 1978, p.19-20).