Argumento I

agosto 22, 2008

Reconstrua o argumento de Kant, expondo claramente as premissas e conclusões (caso houver).

Não é possível conceber alguma coisa no mundo, ou mesmo fora dele, a que se possa chamar boa sem restrições, exceto uma boa vontade. Inteligência, argúcia, discernimento e outros talentos do espírito, seja qual for o nome que se lhes dê, ou a coragem, a resolução e a perseverança, como qualidades do temperamento, são indubitavelmente boas em muitos aspectos; mas esses dons da natureza podem também tornar-se extremamente nocivos se a vontade que vai usá-los e que, portanto, constitui o que se designa por caráter, não for boa. O mesmo ocorre com os dotes de fortuna. Poder, riqueza, honra, até a saúde, bem-estar e contentamento geral com nossa condição, a que se chama felicidade, inspiram o orgulho e, com freqüência, a presunção, se não houver uma boa vontade para corrigir a influência desses males sobre o espírito e, concomitantemente, retificar também todo o princípio de conduta e adaptá-lo à sua finalidade (KANT, Princípios Fundamentais da Metafísica da Moral).

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