Paráfrase do argumento de Berkeley

setembro 8, 2008

6. “É deveras uma opinião estranhamente predominante  entre os homens que as casas, montanhas, rios, e numa palavra, todos os objetos sensíveis, têm uma existência, natural ou real, distinta deles, sem serem percebidas pelo entendimento. Mas, por maior que sejam a segurança e a aquiescência com que esse princípio é aceito no mundo, quem se decidir no seu íntimo contesta-lo poderá perceber, se não estou equivocado, que ele implica uma contradição manifesta. Pois, que são os objetos já citados senão as coisas que percebemos pelos sentidos? E que percebemos, além de nossas próprias idéias e sensações? Não é francamente repugnante que quaisquer dessas coisas, ou qualquer combinação delas, existam sem serem percebidas?”

BERKELEY, George, Tratado Sobre os Princípios do Conhecimento Humano (apud. COPI, 1978, p. 41)

 

Paráfrase de Juliano:

 

Aceita-se, pela maioria das pessoas, que os objetos sensíveis têm uma existência, natural ou real,  sem necessariamente serem percebidos pelo entendimento humano. Os objetos sensíveis são, por assim dizer, as coisas que percebemos pelos sentidos e, o que percebemos pelos sentidos são somente nossas idéias e sensações. Logo, aceitarmos a idéia de que esses objetos sensíveis possam ter uma existência sem que esta seja percebida pelo homem, significa aceitarmos, consciente ou inconscientemente, uma contradição.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: