erros indutivos, vieses e falácias (cap. 8).

outubro 28, 2008

Capítulo 8:

ERROS INDUTIVOS, VIESES E FALÁCIAS

Antes de começarmos, é importante fazermos uma distinção entre os argumentos dedutivos e indutivos, mesmo que isto já tenha sido feito nos capítulos precedentes.

Argumento Dedutivo (válido)

Se trata de um argumento necessário, isto é, a sua conclusão não é contingente, duvidosa. Neles não cabem o “talvez”, o “provavelmente”, mas, pelo contrário, suas conclusões são verdadeiras, partindo, claro, do pressuposto de que as premissas sejam verdadeiras.

Argumento Indutivo

Eles, partindo de premissas verdadeiras da mesma maneira que os dedutivos, são, “provavelmente”, verdadeiros, isto é, suas conclusões não são necessárias. O problema reside no fato de que, se mal utilizados, estes argumentos podem ser, por parte do seu proponente, dito necessário, ou seja, o que é na verdade contingente passa a ser, através de uma manobra retórica, necessário.  

Para nos prevenirmos de tais erros, tanto ao propormos quanto ao opormo-nos a tais argumentos, o autor do texto apresenta-nos alguns fatores que devemos observar em ambos os casos (tanto ao propormos quanto ao opormo-nos).

 Generalização indutiva.

O argumento que tem por base este raciocínio parte de premissas que dizem respeito a um grupo específico e chegam a uma conclusão sobre um grupo maior ou geral, talvez até universal.  A partir de informações de um pequeno grupo de indivíduos ou objetos conclui-se algo sobre uma parte maior ou total destes indivíduos ou objetos.

Exemplo do texto: Supõe-se que um estudante perceba que os números de catálogos de todos os livros que viu em uma biblioteca comecem com a letra “R”. Ele, por generalização indutiva, conclui que todos os livros da biblioteca comecem, em seus catálogos, com a letra “R”.

Problemas: Ora, os livros aos quais o estudante teve acesso podem não terem, em suas referências, qualquer relação com os outros livros da biblioteca.  Além disso, o número de livros aos quais teve acesso pode ser muito baixo se comparado com o número dos livros sobre os quais ele concluiu.

Argumento estatístico.

Eles são, em sua fundamentação, raciocínios que se utilizam de dados fornecidos por estatísticas ou pesquisas. Suas conclusões contêm um termo ou número que indica a probabilidade de essa conclusão ser “real” em relação às amostras da pesquisa. Alguns termos que indicam que o argumento é estatístico: a maioria, muitos, quase todos, entre outros (lembramos que pode, ao invés de se usarem termos, colocarem-se números que indicam a probabilidade de o raciocínio refletir a realidade pesquisada).

Problemas:

·         Estatística sem sentido: coloca-se na conclusão do argumento um número estatístico impreciso, que, por sua vez, impossibilita a colocação de um dado preciso. O dado que fundamenta a conclusão não tem qualquer relação com a realidade da qual ele “fala”.

Por: Juliano Rauber.

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