Argumentos Válidos

novembro 4, 2008

Um argumento válido é aquele em que as premissas não podem ser verdadeiras quando a conclusão é falsa. As conclusões, em geral, do mesmo modo que as premissas possuem termos indicativos. “Logo”, “então” (entre outros) no caso das primeiras; “pois”, “afinal”, (entre outros) no caso das segundas. Sempre que um argumento não apresentar claramente tanto a conclusão quanto as premissas, devemos nos servir do princípio da caridade, ou seja, estruturá-lo de modo a torná-lo válido.

Entre outros termos, a validade ou não dos argumentos depende de outras expressões como: “e”, “ou” e “se… então”, os chamados conectivos proposicionais. Deste modo, um argumento que possui uma forma válida é necessariamente um argumento válido. Afinal as formas válidas de argumento são elementos semânticos que auxiliam tanto na construção quanto na reconstrução de argumentos em seqüências pragmáticas de argumentação.

Em um ramo da semântica encontramos a lógica dedutiva que atesta a validade sob as formas de argumento: MP (modus ponens), MT (modus tollens),SD (silogismo disjuntivo),SD (silogismo hipotético). Sendo que a validade dos mesmos depende dos conectivos e de seus respectivos significados: “não”, “ou” e “se… então”. Através da semântica temos noção acerca da verdade ou falsidade, pois a mesma estipula esse tipo de relção.usando de tais regras podemos provar que determinada forma argumento é válida.

Dois recursos de suma relevância em analise e avaliação de argumentos: provar que um argumento é válido e provar que um conjunto de proposições é incoerente.

Argumentos ligados em uma cadeia dedutiva tornam-se absolutamente irrefutáveis. Como o passo seguinte decorre do anterior na seqüencia de deduções, pode-se dizer que a lógica dedutiva, quando corretamente aplicada, não resta espaço para dúvidas ou controvérsias. Partindo da aceitação das premissas, e sendo o argumento válido, segue-se à conclusão inexoravelmente. De modo análogo, quando um conjunto de proposições é incoerente, a lógica dedutiva demonstra que ele o é de fato, usando uma seqüência de conclusões para deduzir uma contradição.

Argumentos diferentes podem ter a mesma forma. No entanto, o mesmo argumento pode ter diferentes formas. Mas, quando qualquer uma das formas do argumento é válida, então esse argumento é válido.

Quando todas as conclusões possíveis, exceto uma, tornam o argumento inválido, o principio da caridade, que nos diz para conceder ao argumentador o benefício da dúvida, sugere que seja escolhida como conclusão a proposição que torna o argumento válido.

A incoerência em si não é uma falácia. Mas, se o conjunto de comprometimentos de um argumentador parece ser coletivamente incoerente, ele pode (e deve) ser desafiado a defender sua posição removendo ou explicando a aparente incoerência.

Ao avaliar argumentos com esquemas de composição, é essencial estar atento à distinção entre o uso coletivo e o uso distributivo dos termos. Os argumentos que têm esses esquemas nem sempre são falaciosos. Porém, para descartar essa possibilidade, é importante questionar criticamente a relação entre o todo e as partes.

Por: Iuri Coelho

 

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